quinta-feira, 1 de março de 2012

Avaliação...

... a penas um:

MODO DE OLHAR

Passo o dia e ele passa por mim
Eu sou vento.
Sou gente e sou crente.

Creio no dia que passa por mim.

É olho que olha
e olho que vê... flores.

Passo o dia e por mim muitos passam...
fazem vento e espalham nuvens...

Passam.

Os momentos são agora
e o dia é hoje.

O dia de hoje!
O olhar do agora!
O ser agora de hoje.

Olhos que vem chuva na nuvem.
Olhos que veêm o passeio na chuva.
Olhos que vêem.

Vejo com meus olhos.
Sinto e cheiro o que vivo.

...experiências que eu vivi são parte do meu jeito de olhar.
...do seu jeito de olhar
e de um jeito de olhar nosso que aprendemos a viver como cultura.

Três pontos de vista
de um mesmo ponto.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

LER E ESCREVER COM MUITO PRAZER

Ensinar enquanto educação deveria supor uma formação crítica. Sendo assim em nada ajudamos os nossos alunos se nos limitarmos ao ensinamento de letras, sílabas, palavras e frases. Sons perdidos num mundo onde a leitura e a escrita nos aparecem de forma não compartimentada e dentro de diferentes frascos (portadores de texto).

É preciso uma proposta pedagógica onde a leitura seja compreendida como a transcedência dos códigos e necessidade para assimilação da história que se vive.

Algumas idéias purulam nos textos que nos rodeiam sobre o currículo escolar e na Pedagogia Hospitalar não é diferente.
ZDP (zona de desenvolvimento proximal), Vygotsky - “... a aprendizagem acontece no intervalo entre o conhecimento real e o conhecimento potencial. Em outras palavras, a ZDP é a distância existente entre o que o sujeito já sabe e aquilo que ele tem potencialidade de aprender.”

Cidadania da sobrevivência, Valla: “O autor relaciona a educação e saúde com a cidadania através da discussão dos serviços básicos e os impostos pagos pela população. As contradições decorrentes da distribuição desigual das verbas públicas, privilegiando a infra-estrutura industrial sobre o consumo coletivo, apontam à necessidade dos setores populares organizados da sociedade civil pressionarem os governos para uma política alternativa.”

Alfabetização crítica,Paulo Freire - “ ... a alfabetização nesse sentido não está meramente ligada a noção de relevância; ao invés disso, está baseada em uma visão do conhecimento humano e da prática social que reconhece a importância do uso do capital cultural do oprimido afim de valorizar as vozes e as formas de saber que usa para negociar com a sociedade dominante.”

Vamos refletir sobre esses pensamentos dentro de uma teoria interacionista de alfabetização assim pensada por Giroux: “Aprendizagem é considerada como uma interação dialética entre a pessoa e o mundo objetivo, e o conhecimento é visto como uma construção social.”(1983).
Dentro desses parâmetros ensinar não significa limitar o campo de visão do outro e nem as suas possibilidades de crescimento. Não temos esse direito! Significa sim abrir as portas para que esse outro perceba-se enquanto ser histórico com participação efetiva no dia a dia dessa história. Até mesmo porque a forma como o texto (entenda-se por texto toda a mensagem transmitida independente de seu portador), chega ao leitor vai depender em muito de sua interpretação que tal qual sua definição está subjugado ao que este viveu,viu,sentiu e se emocionou. Ou seja, é pessoal e tem um tempo de absorção que é interno e íntimo.
A educação tem que propor uma reflexão crítica sobre uma realidade concreta contendo como parte desse movimento a apresentação concomitante da leitura e da escrita independente do nível de conhecimento da língua que possuam os sujeitos envolvidos, propondo a reescrita de maneira crítica e a partir do desejo consciente da importância desse ato.
Tanto o educador quanto o educando, personagens envolvidos na ação da aprendizagem, devem fazê-lo conscientes de que ora um, ora outro estará a frente desse processo. Assim poderá se acrescentar/ alterar efetivamente o modo de pensar levando à mudança de postura de ambos. Ou seja, do caos a ordem e novamente ao caos. Como diz Paulo Freire, a leitura do mundo precederá a leitura da palavra e desta implica a continuidade da leitura daquele. Ou seja, um NÃO a cultura do silêncio onde são considerados ignorantes homens e mulheres aos quais foi negado o direito de se expressar e cujo conhecimento de sua existência deve viabilizar sua transformação.

sábado, 13 de junho de 2009

MOVIMENTO ESTUDANTIL DA USP - EAD É INCLUSÃO SOCIAL!!!!

A respeito do movimento feito pelos estudantes da USP:
"na contramão da história"!
"É lamentavel"!
A universidade tem proporcionado muitas oportunidades de reflexão na direção do questionamento quanto ao desempenho de nossos papeis na sociedade. Como cidadãos e como profissionais. Como pais, mães, avós, amigos... como seres humanos.
O que se pretende frear com a opção por uma questão desse tipo dentro de uma universidade que desempenha um papel tão importante no caminho da autoria da historia desse país, é a opção clara pelo caminho de manutenção do status e limitação de acesso ao conhecimento enquanto fonte de poder quando se assume um papel de co-autor da própria história.
A propósito do comentário acima feito pelo colega quanto a necessidade de maior conhecimento a respeito da qualidade dos alunos de EAD, não acredito que seja falta de conhecimento sobre as competências exigidas, e sim a consciência do poder de transformação social oriundo dos movimentos incrementados devido a EAD. Currículo, Avaliação, Ensino e Aprendizagem sempre foram o calcanhar de Aquiles da Educação Nacional e o desempenho e a participação das massas sempre apareceu como perigo iminente.
A EAD está abrindo as portas para uma proposta de currículo há muito pretendida por nomes como Paulo Freire. Hoje temos a frente da educação nacional pessoas que estão muito perto de nós professores. Nós, reflexo do cotidiano real da educação nacional.
Estamos dentro da universidade e de uma forma ou de outra temos a facilidade de estar em contato com as modificações propostas mas com a oportunidade de opinar, mesmo que não seja atendido nesse momento, as reclamações oriundas das bases já conseguem incomodar e provocar movimentos que deixam muito claro o posicionamento político dos diferentes grupos.
As relações estabelecidas a partir das TIC's também vem sendo alvo de “preocupações”e nesse caso sim faz-se desconhecido que as relações aqui estabelecidas atingem o aluno de forma a desmontar algumas verdades até então absolutas com o prazer da autoria na construção desse conhecimento. É a liberdade do humano pelo próprio humano! E esse conceito de relacionamento não tem como não alterar as formas de se avaliar. Produtor e autor, o indivíduo sente a coragem e tem a bagagem para defender o seu ponto de vista, nesse caso devidamente amparado pela teoria e pelo seu grupo, nesse caso, maioria.
Sofrendo tais influências o cidadão toma pela mão as rédeas de sua maior dificuldade, fazer parte de um contexto de conhecimento como parte dele. Nesse caso sim, ADEUS imensos gráficos de reprovação nas mais variadas cidades desse país, pois temos assim condições reais de uma aprendizagem significativa.
A EAD tem esse poder de garantir uma Educação proposta por quem viu, viveu e ajudou a transformar a Educação da qual também foi vítima. O Mestre Paulo Freire. Agora é a nossa vez de agir e intervir.
Tantas informações estão ao nosso alcance através de alguns conteúdos, tantos conflitos entre discursos e posicionamentos, tantas conversas ansiosas nos encontros com os tutores, tantos desejos por respostas e oportunidades de fala... Estamos construindo esse espaço. E como dizem, Não podemos perder o bonde da história. Esse é o problemas dos defensores desse NÃO, eles sabem que expressam apenas um ponto de vista.

"O computador pode ser usado na educação como máquina de ensinar ou como máquina para ser ensinada. O uso do computador como máquina de ensinar consiste na informatização dos métodos de ensino tradicionais. Do ponto de vista pedagógico esse é o paradigma instrucionista. Papert denominou de construcionista a abordagem pela qual o aprendiz constrói, por intermédio do computador, o seu próprio conhecimento.
De acordo com VALENTE (1993), dependendo do paradigma utilizado em informática aplicada à educação, instrucionista ou construcionista, o profissional terá um papel mais ou menos relevante. Na primeira, o uso do computador se restringe como suporte ao ensino da disciplina em que o professor atua. Na construcionista, o mediador necessita conhecer sobre ferramenta computacional, sobre processos de aprendizagem, ter uma visão dos fatores sociais e afetivos. "

sábado, 18 de outubro de 2008

Google

Entrei no Bolgger agora especialmente para registrar uma fala de um amigo.
Estávamos na sala de uma aoutra amigaconversando quando de repente surge uma dúvida em relação a Pulsão X Instinto. Solução indicada por ele?
"- O computador está ligado. Consulta o pai dos burros! Abre o Google aí!"
É companheiro, foi-se o tempo em que o pai dos burros era o dicionário! hehehehe

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quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Idéias revolucionárias

Pierre Lévy. O que é virtual?

"As passagens do texto mantêm entre si virtualmente uma correspondência,
quase que uma atividade epistolar, que atualizamos de um jeito ou de outro,
seguindo ou não as instruções do autor."

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sábado, 20 de setembro de 2008

Revista Veja

Fui agraciada com um e-mail de minha companheira de trabalho e não pude deixar de publicá-lo como uma forma de aumentar a lista de repúdio da esposa de nosso mestre Paulo Freire devido a reportagem tendenciosa publicada pela revista Veja ao analisar dados de uma pesquisa sobre a qualidade, caminhos e descaminhos da educação em nosso país.

De:
Para:
Cópia:
Data: Fri, 19 Sep 2008 11:36:28 -0700 (PDT)
Assunto: Viúva de Paulo Freire repudia a Veja - Vamos nos indigna r também!!!!
VIÚVA DE PAULO FREIRE ESCREVE CARTA DE REPÚDIO À REVISTA VEJA
por CONCEIÇÃO LEMES

Na edição de 20 de agosto a revista Veja publicou a reportagem O que
estão ensinando a ele? De autoria de Monica Weinberg e Camila Pereira,
ela foi baseada em pesquisa sobre qualidade do ensino no Brasil. Lá
pelas tantas há o seguinte trecho:

"Muitos professores brasileiros se encantam com personagens que em
classe mereceriam um tratamento mais crítico, como o guerrilheiro
argentino Che Guevara, que na pesquisa aparece com 86% de citações
positivas, 14% de neutras e zero, nenhum ponto negativo. Ou idolatram
personagens arcanos sem contribuição efetiva à civilização ocidental,
como o educador Paulo Freire, autor de um método de doutrinação
esquerdista disfarçado de alfabetização. Entre os professores ouvidos
na pesquisa, Freire goleia o físico teórico alemão Albert Einstein,
talvez o maior gênio da história da humanidade. Paulo Freire 29 x 6
Einstein. Só isso já seria evidência suficiente de que se está diante
de uma distorção gigantesca das prioridades educacionais dos senhores
docentes, de uma deformação no espaço-tempo tão poderosa, que talvez
ajude a explicar o fato de eles viverem no passado".

Curiosamente, entre os especialistas consultados está o filósofo
Roberto Romano, professor da Unicamp. Ele é o autor de um artigo
publicado na Folha, em 1990, cujo título é Ceausescu no Ibirapuera.
Sem citar o Paulo Freire, ele fala do Paulo Freire. É uma tática de
agredir sem assumir. Na época Paulo, era secretário de Educação da
prefeita Luiza Erundina.

Diante disso a viúva de Paulo Freire, Nita, escreveu a seguinte carta
de repúdio:

"Como educadora, historiadora, ex-professora da PUC e da Cátedra Paulo
Freire e viúva do maior educador brasileiro PAULO FREIRE -- e um dos
maiores de toda a história da humanidade --, quero registrar minha
mais profunda indignação e repúdio ao tipo de jornalismo, que, a cada
semana a revista VEJA oferece às pessoas ingênuas ou mal intencionadas
de nosso país. Não a leio por princípio, mas ouço comentários sobre
sua postura danosa através do jornalismo crítico. Não proclama sua
opção em favor dos poderosos e endinheirados da direita, mas ,
camufladamente, age em nome do reacionarismo desta.

Esta vem sendo a constante desta revista desde longa data: enodoar
pessoas as quais todos nós brasileiros deveríamos nos orgulhar. Paulo,
que dedicou seus 75 anos de vida lutando por um Brasil melhor, mais
bonito e mais justo, não é o único alvo deles. Nem esta é a primeira
vez que o atacam. Quando da morte de meu marido, em 1997, o obituário
da revista em questão não lamentou a sua morte, como fizeram todos os
outros órgãos da imprensa escrita, falada e televisiva do mundo,
apenas reproduziu parte de críticas anteriores a ele feitas.

A matéria publicada no n. 2074, de 20/08/08, conta, lamentavelmente
com o apoio do filósofo Roberto Romano que escreve sobre ética,
certamente em favor da ética do mercado, contra a ética da vida criada
por Paulo. Esta não é, aliás, sua primeira investida sobre alguém que
é conhecido no mundo por sua conduta ética verdadeiramente humanista.

Inadmissivelmente, a matéria é elaborada por duas mulheres, que,
certamente para se sentirem e serem parceiras do "filósofo" e aceitas
pelos neoliberais desvirtuam o papel do feminino na sociedade
brasileira atual. Com linguagem grosseira, rasteira e irresponsável,
elas se filiam à mesma linha de opção política do primeiro, falam em
favor da ética do mercado, que tem como premissa miserabilizar os mais
pobres e os mais fracos do mundo, embora para desgosto deles, estamos
conseguindo, no Brasil, superar esse sonho macabro reacionário.

Superação realizada não só pela política federal de extinção da
pobreza, mas , sobretudo pelo trabalho de meu marido – na qual esta
política de distribuição da renda se baseou - que demonstrou ao mundo
que todos e todas somos sujeitos da história e não apenas objeto dela.
Nas 12 páginas, nas quais proliferam um civismo às avessas e a má
apreensão da realidade, os participantes e as autoras da matéria dão
continuidade às práticas autoritárias, fascistas, retrógradas da cata
às bruxas dos anos 50 e da ótica de subversão encontrada em todo ato
humanista no nefasto período da Ditadura Militar.

Para satisfazer parte da elite inescrupulosa e de uma classe média
brasileira medíocre que tem a Veja como seu "Norte" e "Bíblia", esta
matéria revela quase tão somente temerem as idéias de um homem
humilde, que conheceu a fome dos nordestinos, e que na sua altivez e
dignidade restaurou a esperança no Brasil. Apavorada com o que Paulo
plantou, com sacrifício e inteligência, a Veja quer torná-lo
insignificante e os e as que a fazem vendendo a sua força de trabalho,
pensam que podem a qualquer custo, eliminar do espaço escolar o que há
de mais importante na educação das crianças, jovens e adultos: o
pensar e a formação da cidadania de todas as pessoas de nosso país,
independentemente de sua classe social, etnia, gênero, idade ou
religião.

Querendo diminuí-lo e ofendê-lo, contraditoriamente a revista Veja nos
dá o direito de concluir que os pais, alunos e educadores escutaram a
voz de Paulo, a validando e praticando. Portanto, a sociedade
brasileira está no caminho certo para a construção da autêntica
democracia. Querendo diminuí-lo e ofendê-lo, contraditoriamente a
revista Veja nos dá o direito de proclamar que Paulo Freire Vive!

São Paulo, 11 de setembro de 2008
Ana Maria Araújo Freire".

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